terça-feira, 28 de junho de 2016

Sobre a inclusão digital




A popularização dos computadores de mesa, os tais pc’s e recentemente os laptops, provocou uma onda de inclusão digital no Brasil. Esse processo teve início há uns vinte anos e atingiu o ápice há poucos anos atrás quando os recursos necessários de hardware e software tornaram-se mais acessíveis. Desde então, nessas duas décadas, muita coisa mudou na matéria de informação automática. Principalmente com o advento da internet.

Quando a tal de Internet começou a dar seus pequenos passos lá pelos meados dos anos 90, os cursos de internet ensinavam a desatar os nós da grande rede. Se aprendia sobre arquitetura de redes, protocolos de comunicação, servidores, tipos de conexão, endereços IP's e URL’s, uso dos navegadores (na época o Internet Explorer mandava no campinho e o único concorrente era o Netscape Navigator) e também outros assuntos que não há necessidade de detalhar aqui para não estender demais o texto...


O que acontece hoje sobre inclusão digital?


Grande parte das pessoas que compram laptops e iniciam esse processo de inclusão e uso do computador, pulam etapas e vão direto à Internet. E pior...  direto às redes sociais.


Não, você não precisa saber sobre protocolos, arquitetura de rede e servidores para utilizar plenamente os recursos e todas as maravilhas da rede. Mas o que recomendo, depois de vinte anos de trabalho com inclusão, é que o calouro aprenda antes a utilizar plenamente o computador, que aprenda sobre sistemas operacionais e aplicativos, que saiba reconhecer discos, criar uma
estrutura de pastas (ou diretórios), a reconhecer tipos de arquivos, que saiba o básico de informática e depois aprenda a usar corretamente navegadores de acesso à internet.


Falando da Internet e das redes sociais


O ideal seria navegar inicialmente entre sites de notícias, por sites que agreguem conhecimento e abram a mente para opiniões divergentes, mas principalmente desenvolvam a capacidade de discernimento para identificar conteúdos direcionados à formação de opinião em massa e manipulação de interesses. Recomendo ler tudo o que agregar conhecimento e depois “passar um pente-fino” para não ser manipulado e não replicar opiniões duvidosas de outros como se fossem
verdades absolutas. Uma pessoa bem informada não muda de opinião a cada postagem do Facebook, ela tem opinião formada e é convicta de seus princípios e valores.
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